Palavra que experimento. Palavra que transborda. Palavra que escrevo. Palavra que não passa.
domingo, 5 de agosto de 2018
Sobre ser grato:.
Obrigado por você ter me criado
de maneira tão maravilhosa!
Obrigado por tudo que você
depositou no interior deste
fraco vaso de argila, por amor.
Sim, foi por amor! Por amor
você me criou e depositou
este tesouro no meu coração.
Obrigado pela sensibilidade
para ver o mundo. A sensibilidade
é a minha forma de ver você escondido
nos detalhes desta vida que passa.
Sensibilidade que me ajuda
a olhar pela janela da nossa casa
e enxergar a beleza que há dentro e fora,
sem perder a segurança e a certeza do lugar
onde meus pés pisam agora.
Obrigado pela arte no meu ser,
uma experiência simples
mas que transborda por não caber mais
dentro do peito.
Obrigado pela arte
que também transborda nas palavras.
Quando escrevo, sei que você é o primeiro
que me compreende.
Falo daquilo que experimento aqui,
perto de você.
Também sou grato pelas palavras
que ganham melodia em mim.
Em verdade, tudo é pra você,
tudo vem de você...
Obrigado porque quando voltei pra nossa casa,
descobri como o mundo lá fora
precisa desse amor que experimento.
Obrigado porque aqui eu compreendo
o quanto esta vida é breve para querer guardar,
reter a alegria de dar tudo, sem medir,
por amor.
Obrigado pelo tempo que passa
e, mesmo que eu me lembre de cada queda,
hoje eu posso olhar a vida de uma forma nova,
alegrando-me pelas cicatrizes que estão aqui
para me ensinar a viver.
Obrigado por poder te olhar nos olhos
e poder dizer o quanto te amo
por me teres criado assim:
Luis, filho de Deus, Shalom, Comunidade de Aliança...
Obrigado!
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