Palavra que experimento. Palavra que transborda. Palavra que escrevo. Palavra que não passa.
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Sobre ser cuidado:.
Alivia as minhas incertezas
Saber que você segura minha mão,
Ver que você cuida daquilo que sozinho eu não posso cuidar
E que o único bem que tenho nesta vida,
é estar abandonado em Tuas mãos.
Alivia o meu cansaço
Saber que a fraqueza é a marca
da Tua sabedoria em mim.
Compreender que mesmo nas minhas fraquezas
Minha eleição será sustentada até o fim.
Alivia o meu desânimo
Descobrir que nenhuma segurança ou conforto desta vida
Pode se comparar com a constância e amor da Tua presença.
Sem apoio ou estruturas criadas pelas mãos dos homens
posso, definitivamente, abandonar-me em Ti.
Alivia as lembranças que me atormentam
Saber que posso revisitar minha história contigo
E, debaixo do Teu olhar, ser curado de tantos erros
Fazer novas escolhas com você, recomeçar.
Alivia o peso das minhas mortes
Recordar que só os vivos podem te louvar, como eu faço hoje.
Sentir que você novamente me salva, me dá um novo ânimo para seguir!
Eu quero fazer soar para você as cordas do meu instrumento
todos os dias da minha vida.
Alivia minhas ânsias pelo futuro
Saber que tudo já está no Teu Coração
Que a cada passo do caminho, você foi costurando minha história
Com o fio de ouro da Tua vontade.
Quando eu me dei conta, já te pertencia.
Alivia minhas dores de hoje
Compreender que toda ferida esconde um para quê, uma missão
Que as feridas estão aqui para um dia se tornarem gloriosas.
O espinho na carne? Você bem sabe como eu o queria tirar
Mas se é a Tua vontade, sei que você sempre terá o remédio
E eu sempre poderei dizer "eis-me aqui" novamente.
Alivia o medo do Novo
Ver que você me deu a vida nas minhas mãos
Mãos abertas e uma nova decisão de tudo ofertar
para descobrir que não será pelas minhas forças, não serei eu
mas o Teu amor em mim, porque tudo é Teu.
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domingo, 5 de agosto de 2018
Sobre ser grato:.
Obrigado por você ter me criado
de maneira tão maravilhosa!
Obrigado por tudo que você
depositou no interior deste
fraco vaso de argila, por amor.
Sim, foi por amor! Por amor
você me criou e depositou
este tesouro no meu coração.
Obrigado pela sensibilidade
para ver o mundo. A sensibilidade
é a minha forma de ver você escondido
nos detalhes desta vida que passa.
Sensibilidade que me ajuda
a olhar pela janela da nossa casa
e enxergar a beleza que há dentro e fora,
sem perder a segurança e a certeza do lugar
onde meus pés pisam agora.
Obrigado pela arte no meu ser,
uma experiência simples
mas que transborda por não caber mais
dentro do peito.
Obrigado pela arte
que também transborda nas palavras.
Quando escrevo, sei que você é o primeiro
que me compreende.
Falo daquilo que experimento aqui,
perto de você.
Também sou grato pelas palavras
que ganham melodia em mim.
Em verdade, tudo é pra você,
tudo vem de você...
Obrigado porque quando voltei pra nossa casa,
descobri como o mundo lá fora
precisa desse amor que experimento.
Obrigado porque aqui eu compreendo
o quanto esta vida é breve para querer guardar,
reter a alegria de dar tudo, sem medir,
por amor.
Obrigado pelo tempo que passa
e, mesmo que eu me lembre de cada queda,
hoje eu posso olhar a vida de uma forma nova,
alegrando-me pelas cicatrizes que estão aqui
para me ensinar a viver.
Obrigado por poder te olhar nos olhos
e poder dizer o quanto te amo
por me teres criado assim:
Luis, filho de Deus, Shalom, Comunidade de Aliança...
Obrigado!
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